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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Bairro Almeida Araújo

Bairro Almeida Araújo 

   O bairro está protegido com os seguintes instrumentos jurídicos: 

    Conforme Portaria do Ministério de Educação Nacional - Serviço das Belas Artes, datada a 30 de Julho de 1968, publicada no Diário de Governo N º 200 de 24 de Agosto de 1968, 2 ª série, o bairro está incluído na Zona Especial de Protecção do Palácio Nacional de Queluz, abrangido pela área “non aedificandi”;
A Portaria N º 203/98 de 26 de Março, publicada no Diário da República N º 72, 1ª série- B, ratifica o Plano Pormenor de Salvaguarda;
O Despacho Conjunto 145/99 de 13 de Fevereiro, publicado no Diário da República N º 37, 2ª série, reconhece- lhe a qualidade de Centro Urbano Antigo;
O Decreto de Lei N º 16/02 de 22 de Abril, publicado no Diário da República nº94, 1ª série- B, declara Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística.

Fonte: DOM / Divisão de Requalificação e Valorização Urbana.


História do Bairro Almeida Araújo 

   Ao contrário do que acontece usualmente à volta do nosso património, esta área em volta do Palácio não foi alterada, e conseguiu-se manter ao longo destes anos uma aldeia com as características da época do Palácio. 

   O nome oficial deste Bairro é Conde Almeida Araújo, mas também pode ser designado por Bairro do Chinelo, nome adoptado pelos habitantes desse pequeno bairro, já que a maior parte deles eram artífices e um deles tinha uma oficina de chinelos.
Este Bairro localiza- se nos terrenos do Palácio de Queluz, e em 1757 surgem referências a ele. 

    A construção do Bairro Almeida Araújo tinha como fim alojar os empregados da família real, mas também havia lá uma cavalariça e uma adega. 

     As habitações, inicialmente possuíam uma estrutura um pouco frágil, eram de madeira, pedra e cal. Por esse motivo, houve demolições afim de construir novas habitações melhoradas. 

    Em 1896, o Bairro já possuía habitações mais seguras, excepto a rua Almeida Araújo construída pelo Conde Almeida Araújo no início do século XX.
Em 1957, a rainha de Inglaterra veio a Queluz. Nessa altura, Portugal ainda se encontrava sob o governo de Salazar. 
     Este ditador queria uma recepção maravilhosa, onde tudo deveria parecer perfeito. 
     A rainha Isabel foi recebida no largo do Palácio de Queluz. 
     Mas infelizmente para Salazar, em frente do Palácio ficava e ainda fica, o Bairro Almeida Araújo. Nesses tempos, este bairro era considerado um ponto negativo da, antigamente considerada, aldeia de Queluz.
Por conseguinte, plantaram árvores, construíram muros e outros obstáculos visuais para evitar a visualização do Bairro, por parte da Rainha. 

    Hoje assiste-se a um confronto entre o histórico e as necessidades da população, visto que se quer manter a tradição mas também querem que as habitações do Bairro sejam confortáveis para os seus habitantes. 
    Vemos há alguns anos as alterações que se pretendem exercer para melhorar os edifícios, mas infelizmente também nos deparamos com a degradação dos mesmos devido ao abandono dos seus proprietários.


As estruturas do Bairro do Chinelo 

   O bairro do Chinelo funciona como unidade urbana autónoma, com os seus limites bem definidos por estruturas anteriores às habitações: um aqueduto, o muro de uma quinta e um caminho. 
   As construções feitas no Bairro são fruto das necessidades dos habitantes. Antes existiam estabelecimentos que vendiam produtos básicos, como a mercearia, uma padaria e um café, que permitiam um abastecimento fácil dos produtos mais necessários. Mas recentemente a mercearia e a padaria foram encerradas e o edifício onde está instalado o café está a ser sujeito a obras. Apesar disso, há uma tasca em funcionamento. 
   Os habitantes do Bairro Almeida Araújo também se dedicam aos seus quintais ou logradouros, cultivam alguns vegetais para consumo próprio ou apenas plantam algumas flores. 

    As edificações que constituem o bairro apresentam características que permitem dividi-las em três tipos:

1º tipo: 

    - As habitações da primeira tipologia aparecem encostadas ao aqueduto e ao muro da Quinta Nova.
Definem toda a estrutura interna delineando os largos e as ruas. A maior parte das casas desse tipo só tem o rés de chão. As suas paredes são de taipa ou alvenaria de pedra, os seus telhados são de duas águas coberto a telha de meia cana, têm um beirado simples ou com cornija. A estas casas está associada uma origem rural, tanto das casas como de quem as habita. Demonstram uma grande relação com o espaço exterior. A cada porta ou janela corresponde uma divisão interior. E o espaço interior é reduzido, tem apenas duas ou três divisões.

2º tipo: 

    - A segunda tipologia encontra-se à frente do Palácio de Queluz. Onde podemos comprovar a intervenção por parte de D. Maria II, através da ordem de demolir as casas mais fragéis e construir casas mais seguras. O resultado dessa intervenção foram casas com um ou dois pisos e com uma distribuição interior mais complexa. O telhado é coberto com telhas de marselha, de duas águas ou uma por fachada tem um beirado com cornija ou platibanda. E as restantes características dessas habitações são semelhantes às da tipologia I. 
  Os habitantes desta tipologia usufruem de melhores condições, em relação a todas as habitações do Bairro.

3º tipo: 

  - Por fim, temos as habitações da terceira tipologia, que se encontram encostadas à rua Almeida Araújo, tomando a direcção já definida pelo aqueduto. A população que lhes está associada terá sempre tido hábitos e condições diferentes das anteriores. Definindo os actuais limites do Bairro temos algumas villas ou chalets do princípio do século. 
    Esta tipologia de composição e construção diversa das anteriores consegue uma boa relação com estas.


Adaptação do texto de Lino Paulo








Escrito por queluz_criativas às 17:06

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